sexta-feira, 30 de junho de 2017

A religião não inclui animais em sua "benevolência"



Humanos em sua essência são egoístas e dono de uma razão que extrapola a razão macro e existencial de um organismo vivo chamado de planeta Terra.


Partindo desse princípio, é muito claro enxergar o quanto é raso  as teorias, as ditas "inspirações" ou qualquer outro tipo de explicação religiosa que tenta se aproximar de algo que automaticamente é expelido por não condizer com o que se prega.

A maioria das religiões, se não dizer todas, colocam os seres humanos em primeiro plano, em um lugar especial em uma supremacia que quebra a ordem e causa desajustes em nosso plano. Essa atitude se justifica porque parte de nós a capacidade de tentar justificar nossa existência.  Somos os únicos capacitados de tentar entender o mundo a nossa volta, ou todos os seres são possuidores de suas relativas e peculiares percepções do mundo?  

Racionalidade?  Se vermos bem, nos consideramos "racionais" e nem por essa razão, agimos com "racionalidade" ao ponto de vivermos de forma harmoniosa em um planeta que transborda em vidas, o qual, destruímos tudo e a todos, inclusive a nós mesmos, isso é racional? 

Há um excesso  de protecionismo humano em nossas religiões, que chega a ser soberbo, infantil e ignorante. Se observamos, tais funcionam na sociedade de forma mais política do que religiosa. São condutores de massa, que produzem energia estática para quem segue e energia cinética para seus dominantes. Nessa história, nessa conduta os animais são detalhes, não representam nada, além de subvidas , mesmo que essas sofram e sintam aquilo que mais abominamos, dor. 

Que religiosidade real colocaria  em segundo plano a dor de outro, seja qual for a razão? A grande maioria das religiões excluem massivamente outros tipos de vida, algumas citações são muito superficiais ao ponto de não convencer ninguém que aquelas vidas, são vidas e sentem como nós. 

No contexto geral as religiões pregam amor ao próximo, só que o próximo se estende apenas a nós mesmos. Compaixão, palavra deturpada pela maioria das crenças, pois compaixão seletiva, deixa de ser, e afunila um sentimento tão nobre resumindo em  nós mesmos. Ou seja, pregamos e falamos o que queremos ouvir, o que nos protege, o que nos convém, o que nos super valoriza, para desvalorizar tudo a nossa volta. Animais não humanos são tão vivos como nós, tão sensíveis e tão complexos, para chamarmos de bichos apenas, e trata-los como coisas.  

Se tivéssemos em um mundo justo que preza pela verdade, o que não precisam ser absoluta, nos daria referência do certo e errado. As que se  denominam religião teriam que incluir os animais não humanos como parte de nós, de nossas leis, das "leis divinas", assim como somos parte total e intransferível desse todo.

A vida na Terra teria outro sentido, outra conotação espiritual se não fosse a espiritualidade condicionada, fabricada para  apenas as nossas pequeninas necessidades.
Se tudo fosse diferente, quem sabe hoje não  seríamos  essa super população insuportável, não teríamos um décimo dessa destruição que assola, não só o planeta, mas todos nós como  alma, da espécie "mais capacitada" como organismo terreno, que pelo sentido oposto causa destruição terrena, destruição moral, e destruição ética por onde respira.

Difícil falar de amor e respeito aos animais não humanos, onde religiões desprezam, os usam, os humilham os reduzindo em oferendas. Difícil falar de amor aos animais em um planeta que 90% da espécie predominante come outros organismos semelhantes. Parecemos tão distantes hoje de um mundo mais justo, que muitos que estão lendo esse texto, não compreenderão a sua essência, em que  falo de vidas. 

Jota Caballero
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